Uma elite forte, um percurso rápido e o clima característico da capital federal prometem elevar o nível técnico do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Brasília, segunda etapa da temporada, que será disputada neste domingo, a partir das 6h30, com largada e chegada no Pontão do Lago Sul. Em coletiva realizada neste sábado, véspera da prova, alguns dos principais triatletas profissionais destacaram estratégias, expectativas e o alto nível da disputa.
Atual campeã da etapa brasiliense, a catarinense Djenyfer Arnold retorna para defender o título conquistado em 2025, temporada em que também venceu as etapas de São Paulo e Florianópolis (Latin America Championship). Representante do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, ela destacou o aprendizado ao longo da carreira. “O triatlo é feito de altos e baixos. Não é possível estar no auge o tempo todo. O importante é não desistir, seguir treinando e entender que sempre haverá uma próxima corrida”, pontuou.
“Acho que estou mais preparada para essa distância. No ano passado, foi uma estreia para mim, e isso traz um pouco mais de peso para a largada, mas estou tentando manter a calma e pensar em dar o meu melhor no dia. As coisas acontecem como têm que acontecer, e assim tudo flui melhor”, completou a atleta, que já projeta a sequência da temporada com foco na busca por uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles (EUA).
A paulista Giovanna Opipari — vice-campeã amadora do IRONMAN 70.3 São Paulo em 2024 e estreante entre as profissionais nesta temporada — chega embalada após o terceiro lugar em Curitiba. Mais tranquila após a primeira experiência na elite, ela aposta em uma abordagem mais equilibrada. “Agora consigo competir com menos pressão interna. Quero focar mais em mim e evoluir a cada prova, ainda mais em um campo tão forte”, destacou.
Um dos destaques internacionais, a alemã Sarah Schoenfelder faz sua estreia no circuito no Brasil. Terceira colocada no IRONMAN 70.3 de Hradec Králové (Eslováquia) em 2025 e campeã da etapa de St. Pölten (Áustria), a atleta comentou sobre o desafio climático. “Vim de um cenário completamente diferente. Hoje mesmo recebi uma foto do meu pai pedalando na neve. Mas estou aqui há quase uma semana e me adaptando. A estratégia será me refrescar sempre que possível e manter a calma”, afirmou.
No masculino, André Lopes, nascido nos Estados Unidos, mas com forte ligação com o Brasil, chega motivado para competir “em casa” após resultados consistentes, como o terceiro lugar no IRONMAN Brasil 2023 e no IRONMAN 70.3 Fortaleza (Latin America Championship). “Competir no Brasil é diferente, pelo apoio da torcida. Treinei bem e o objetivo é brigar pelas primeiras posições”, afirmou.
Já o catarinense Enzo Kraus, em ascensão no circuito, chega confiante após o terceiro lugar em Curitiba neste ano e resultados consistentes em 2025. Em tom descontraído, ele destacou a evolução recente. “Trabalhei muito desde a última prova. Brasília é um percurso mais rápido, então a ideia é manter o ritmo e buscar mais um bom resultado”, comentou.
Outro nome a ser observado é o brasiliense Diogo Vilarinho, ex-nadador profissional e vice-campeão mundial de maratonas aquáticas, que estreia entre os profissionais. Familiarizado com o Lago Paranoá, ele aposta na natação como diferencial. “É minha principal arma. Quero sair forte da água e tentar abrir vantagem para administrar no ciclismo”, disse.
O evento reunirá 1.500 atletas de 19 países, que enfrentarão 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida. Neste sábado, uma das atrações foi o IRONKIDS Brasil, que reuniu cerca de 200 crianças de 2 a 12 anos e encantou a todos no Pontão do Lago Sul.
O Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Brasília é organizado pela Unlimited Sports, tem como title sponsor o Nubank Ultravioleta e conta com patrocínio da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Track & Field, Fila, Vivo, La Roche-Posay e Omint, além de copatrocínios e apoios diversos.


