LARGADA EM ONDAS: como são definidas?

LARGADA EM ONDAS: como são definidas?

Existem algumas razões para que a largada em ondas seja adotada em uma prova. Esta é uma decisão que leva em conta as características de cada percurso e parte não só da organização, mas é também uma orientação da WTC. Trata-se de uma tendência mundial do circuito e cada vez mais as provas farão uso deste formato.

Nas etapas realizadas pela Unlimited, acreditamos que este formato torna a prova mais limpa e segura. É um método aprovado pela maioria dos atletas (quem consegue agradar a todos, não é mesmo?) e desperta a curiosidade quanto aos critérios usados para definir as tais ondas.

Achamos que seria legal compartilhar com vocês como funciona esse processo. Ele pode até parecer simples, mas não é, então vamos lá:

1º PASSO: Definir qual o primeiro e o último horário para as largadas.
Este passo leva em consideração algumas variáveis como:
Temperatura: Em lugares muito quentes, o mais indicado é que as largadas sejam o mais cedo possível, para evitar desgaste maior que o necessário.
Nascer do sol: ninguém pode largar no escuro, portanto, precisamos saber exatamente o horário em que o sol nasce. Em Florianópolis, por exemplo, largamos sempre segundos após o sol nascer. Antes disso, ninguém veria as boias.
Fechamento das vias: é preciso ter em mente os horários de bloqueio das vias do ciclismo, pois elas delimitarão os horários da natação.

2º PASSO: Considerando o formato do percurso, avaliar a quantidade ideal de atletas para cada onda.
Essa quantidade é importante para definirmos quais categorias largarão na mesma onda. Nem sempre a quantidade ideal é a quantidade possível. Aqui começa o estudo.

3º PASSO: Levantar a quantidade de pessoas inscritas em cada categoria.
Sabemos que algumas categorias tem mais atletas que outras. Esse número é importante para definirmos como as categorias serão agrupadas.

4º PASSO: Definir a ordem das largadas
De uma maneira geral e bem simplista, a definição da ordem segue a premissa que os mais rápidos devem largar à frente. O motivo é bastante óbvio: evitar que as ondas “se encontrem” na água e diminuir a quantidade de ultrapassagens. Menos ultrapassagens = menos choques. Obviamente, nem sempre é possível manter essa ordem simples, como se vê no próximo passo. É importante saber que o parâmetro de “mais rápido” ou “mais lento” é baseado no histórico de resultados, e não apenas em opiniões – nossa base de resultados é bastante consistente e nos permite definir esses parâmetros de forma mais assertiva. Lembrando que estamos falando de médias e não de exceções – sabemos que tem muito atleta experiente por aí que dá um show nos mais jovens 🙂

5º PASSO: Definição dos agrupamentos
A quantidade de atletas em cada categoria pode fazer com que os agrupamentos juntem categorias com médias de tempo diferentes. Também pode fazer com que determinadas categorias mais lentas, não necessariamente larguem nas últimas ondas. Neste momento, a definição dos agrupamentos segue um conceito de bom senso, para que a natação seja a mais confortável possível para a maioria. Este é o momento em que o quebra-cabeça fica mais desafiador.

6º e ÚLTIMO PASSO: Aprovação com a WTC
Como ninguém é dono da verdade, contamos ainda com a opinião da WTC. Após definirmos o que acreditamos ser a melhor opção, compartilhamos o estudo com a WTC que, por sua vez, aprova ou faz sugestões de melhorias. Dessa forma, dividindo o assunto com ESPECIALISTAS no assunto, temos a certeza de proporcionar a melhor equação possível para as ondas.

De uma forma geral, percebemos que a largada em ondas realmente torna a natação mais segura, especialmente para as mulheres, que podem agora largar com mais conforto após a saída dos homens. Esta é a opinião que vemos com maior frequência no contato com os atletas e compartilhamos da mesma! 🙂

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